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Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

Um pouco da historia da Imigração Japonesa
(maiores detalhes www.centenario2008.org.br)

Há 100 anos, um imponente navio tornou-se o marco histórico do início da imigração japonesa para o Brasil. Era o Kasato Maru, construído pelo estaleiro inglês Wighan e Richardson Co., localizado em Newcastle, na Inglaterra. Comprado pela Rússia em 1889, foi chamado de Kazan, nome de uma cidade localizada a oeste de Moscou, e transportava soldados e equipamentos médicos.

Em 1904 eclode a Guerra Russo Japonesa, travada entre o Império Russo e o Império do Japão na disputa por territórios da Coréia e da Manchúria. Neste ano, o navio foi reformado para ser utilizado como navio hospital. Durante o conflito, o Japão conquistou a embarcação, rebatizada como Kasato Maru. “Kazan” era uma palavra pronunciada pelos japoneses como Kasato, e Maru é a partícula utilizada para designar nomes de navios.

O Kasato Maru realizou algumas viagens como navio de imigrantes, e em 1908 realiza a famosa travessia para o Brasil. No dia 28 de abril daquele ano, com 781 imigrantes a bordo, o Kasato Maru partiu de Kobe com destino ao Brasil com escalas em Cingapura e na Cidade do Cabo, chegando no dia 18 de junho, às 09:00 horas da manhã, atracando no cais 14 do porto de Santos em uma viagem de 52 dias.

Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade. 

Em Catanduva a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa acontecerá dia 18/06/2008 às 20:00 horas em solenidade na Câmara Municipal de Catanduva onde serão homenageados os três representantes da Colônia Japonesa mais idosos –

 

Sr. Sakae Takagi - 96 anos – natural da Província de Fukushima

Sr. Mitsuo Sato - 86 anos – natural da Província de Kumamoto

Sra. Yaê Umeru - 89 anos – natural da Província de Miyagui
 

Sr. Sakae Takagi


Nasceu na província de Fukushima, ao norte do Japão, em 09.08.11. Quarto filho, de uma família de 6 irmãos, veio para o Brasil, com 22 anos, juntamente com seu irmão Yashuji, pois precisava completar a família dele, requisito exigido pelo país, para a imigração de colonos japoneses: no mínimo 3 adultos, como força de trabalho.

Embarcou em novembro de 1934, no navio África Maru, chegando em Santos em janeiro de 1935, viajando por 56 dias. Foi uma viagem dura de navio, mas o desejo de ganhar dinheiro e voltar á pátria, era o sonho de todos.

Foi para Terra Roxa, onde fixaram residência numa fazenda como colonos, trabalhando na lavoura de algodão e arroz, e depois foi para Ipiguá.

Desde a língua, difícil de ser entendida e falada, a comida muito diferente em cheiro e sabor, bem como os costumes e cultura, foram incorporadas e assimiladas ao passar do tempo, até chegarem a entender e dominar.

Casou-se em agosto de 1944, com Miyo, e foi morar em Nova Granada,

Foram tempos difíceis, pois sendo japoneses, quando da 2ª. Guerra mundial, não tinham liberdade de ir e vir, sem salvo conduto e até foi preso.

Depois se mudou para Simonsen, onde trabalhou por vários anos em parceria com seu irmão. Sentindo necessidade de estudar os filhos, mudou-se para Catanduva, em 1952, onde reside até hoje.

Aqui, construiu uma numerosa família com 8 filhos(Nobuo, Ysa Masako, Catsue, Emilia, Túlio, Jamila, Marta e Roselaine) todos com nível universitário, trabalhando diuturnamente, na horta, vendendo verduras nas ruas e na feira-livre.

Voltou à sua pátria em 1980, a passeio, e perguntado disse que preferia o Brasil, pois sua família aqui estava, e hoje aqui era sua pátria, terra que o acolheu e onde conseguiu fazer sua história.

Homem honrado, honesto e trabalhador, sempre prezou a educação e a cultura, transmitindo a cada um de seus filhos e netos.

Ensinou japonês a vários jovens, por isso era chamado de sensei. Escrevia as cruzes, costume japonês, quando as pessoas faleciam, e ainda escrevia bem como traduzia os documentos que mandavam para o consulado ou o Japão.

Era costume até 2 anos atrás, escrever seu diário onde contava tudo o que acontecia na família, cidade e mundo.

Hoje sua memória já não guarda o que acontece ao seu redor, mas se recorda das coisas do passado com saudade.

Tem um senso de humor muito grande, alegria de viver, faz caminhada diariamente, e participa do projeto sol nascente, no clube nipo-brasileiro.

È homem de muita fé faz suas orações diariamente agradecendo a Deus por tudo e todos, e é também devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Um exemplo a ser seguido por todos, de coragem, ânimo, respeito e bem viver.

PROJETO SOL NASCENTE
Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira

Os idosos, ou jovens da 3ª. Idade, através de um grupo de voluntários: (Nenê, Jamila, Sokiti, Catsue, Lourenço/Maria, Ysa) participam de reuniões todas às segundas feiras, na Associação Nipo Brasileira de nossa cidade.

O intuito do projeto é que preservar a cultura do país do sol nascente e conviver com os demais participantes da colônia. Lá participam de odori (danças folclóricas), origami, taissô, jogos; bola ao cesto, argola, dardo, boliche e canto de músicas populares, para ativar a memória recordando a longínqua pátria.

Em contrapartida, vivem experiências e aprendem coisas da nossa cultura, como participação na festa junina, com a dança da quadrilha, carnaval, e festas temáticas.

Fazem um lanche comunitário, onde cada uma prepara e leva os pratos com muito carinho, trocam receitas e levam o que sobra para suas casas.

Levam frutas, verduras e doam às pessoas fazendo assim intercambio do que tem em suas casas, além de jornais e revistas japonesas.

Por serem pessoas idosas e de uma cultura de gente calada e tímida, nota-se que houve um grande progresso de relacionamento entre eles, uma vez que o projeto vai fazer 5 anos em outubro.

Fazemos excursões: á Atibaia, “festa do morango”; sítios; participamos de festas em cidades onde promovem eventos da colônia, e também almoços com comida típica: yakissoba, onde todos ajudam.

O projeto resgata os valores da cultura e auto estima de cada participante, pois os livra de ficarem ociosos em suas casas.

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